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Causas da Arritmia

As arritmias são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das batidas do coração e atingem várias pessoas. O Dr. José Sobral Neto, vice-presidente do ICTCor, responde importantes perguntas sobre hábitos que podem levar o paciente a desenvolver esse quadro: 

1 – Suplementos alimentares, anabolizantes, uso de drogas e também energéticos estimulantes fazem parte das substâncias que podem causar arritmias?

Sim. Tudo vai depender da indicação, da dose e do acompanhamento médico e nutricional necessários. Em princípio, a sobrecarga proteica e de carboidratos, hormônios sintéticos, drogas excitantes lícitas ou ilícitas e energéticos à base de cafeína podem causar arritmias, algumas de alto risco. Deve-se sempre pesar o custo/benefício com a ajuda de um bom profissional antes de se tomar a decisão de utilizá-las.

2 – Quais os principais efeitos?
Elas atuam acelerando o metabolismo que, a partir de determinado patamar, terá efeito direto sobre o sistema cardiovascular desencadeando taquicardia, hipertensão, hipertrofia cardíaca, aumento do intervalo QT, arritmias cardíacas e risco de parada cardíaca. Poderá ocorrer, também, efeitos sobre outros órgãos, como fígado e rins.

3 – Quais precauções?
Realizar avaliação clinica prévia rigorosa para identificar as pessoas predispostas. Quando o objetivo é meramente estético, estes indivíduos devem ser desestimulados. O acompanhamento multidisciplinar se faz necessário quando tratar-se de atletas profissionais.

4 – Como deve ser feito o uso e qual o principal alerta quanto ao uso dessas substâncias?
O uso deve ser feito sempre com orientação médica e nutricional adequada. Nunca seguir modismos, sugestões de colegas ou profissionais não habilitados. O alerta principal quanto a tais substâncias é sobre os riscos potenciais que elas oferecem ao usuário. O preço que se paga para conseguir o corpo perfeito pode ser caro e custar a própria vida!

6 – Quais as chances de uma pessoa normal desenvolver arritmia cardíaca durante o uso dessas substâncias?
Vai depender da dose e da toxicidade da substância ingerida. Tanto o coração normal quanto o predisposto podem desenvolver arritmia cardíaca. O risco maior será naqueles que são portadores de problemas latentes, não-manifestos, que o indivíduo desconhece. Até 30% dos males do coração podem ser silenciosos.

7 – Alguma delas pode ser administrada de maneira saudável?
Sim, desde que administradas de maneira consciente, com acompanhamento adequado e por prazo determinado, visando atingir uma reposição necessária para melhor qualidade de vida. Não esquecer nunca de verificar se a substância escolhida tem registro na Anvisa e se sua procedência é confiável.

8 – De que maneira as pessoas podem se prevenir de arritmias?
Com alimentação e hábitos de vida saudáveis, além de exames periódicos preventivos.

9 – O que pode causar arritmias cardíacas no dia a dia das pessoas, e que a maioria desconhece?
Estresse, excessos de excitantes na alimentação (tais como café, chocolate, refrigerantes, bebidas alcoólicas, alguns chás, pimentas, etc), prática exagerada de atividade física (síndrome do supertreinamento).

10 – A arritmia pode ser fatal?
Felizmente não são a maioria. Geralmente elas provocam palpitações, desconforto, mal estar. O alerta de risco ocorre quando forem durante esforço físico ou se são acompanhadas de desmaios ou perda da consciência. Nesses casos, o risco de arritmia fatal existe. Outra situação de risco é quando elas são silenciosas. O cuidado deve ser maior, pois a ausência de sintomas pode não refletir a realidade.

11 – A arritmia pode ser curada?
Sim. O avanço científico e tecnológico que estamos vivendo permite, em alguns casos, curar determinados tipos de arritmias por meio de técnica conhecida como ablação. Em alguns casos, pode ser necessário o implante de marca passo ou desfibrilador cardíaco. E, na maioria dos casos, pode-se controlar a arritmia com o uso de medicamentos conhecidos como anti-arritmicos. Mas para se beneficiar desses tratamentos é preciso a atitude de buscar o profissional adequado, o arritmologista.

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