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Dicionário Cardiológico

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Síndrome Bradi-Taqui

É uma forma de disfunção do Nodo Sinusal que se caracteriza por lentificação dos batimentos cardíacos (bradicardia ou pausas) acompanhada por períodos de taquicardias, secundarias a exacerbação dos focos ectópicos automáticos (taquiarritmias atriais) numa tentativa de compensar a bradicardia. Corrige-se o distúrbio com implante de marca passo e uso de medicamentos.


Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática (POTS)

Causa de palpitações e crises de taquicardia relacionadas a postura, acompanhadas de tonturas, tremores, etc., também secundária a descontrole reflexo situado no hipotálamo.


Síndrome de Brugada

Trata-se de doença geneticamente determinada, dentro do grupo das Canalopatias, causa de morte súbita e que necessita abordagem agressiva através de especialista em arritmias. O coração é anatomicamente normal, mas o mecanismo produtor de energia elétrica do coração tem seus canais de sódio comprometidos, levando ao registro de eletrocardiograma característico e aparecimento de arritmias potencialmente fatais.


Síndrome do Prolapso da Válvula Mitral

O prolapso mitral é um defeito da consistência da válvula mitral, muito freqüente e sem maiores conseqüências. Quando acompanhada de degeneração mixomatosa e insuficiência da válvula mitral, pode ser causa de arritmias cardíacas, sendo que um percentual pequeno destes pacientes podem desenvolver arritmias mais graves.


Síndrome do QT longo/QT curto

Doenças genéticas, familiar, com alta incidência de morte súbita, devido a falha nos controle da sístole elétrica do coração, que leva a dificuldade de adaptação da atividade cardíaca aos esforços e stress, levando a instalação de arritmias graves.


Síndrome do Seio Carotídeo Hiperssensivel

Causa de bradicardia e desmaios a partir dos 45 anos. Ë conseqüência de maior sensibilidade dos receptores situados em ambas carótidas do pescoço que leva a uma frenagem reflexa da atividade elétrica cardíaca, causando pausas e assistolia (pequenas falhas). O Tratamento será o implante de marca passo.


Síndrome VasoVagal ou Síndrome Neurocardiogência

Causa de desmaios em jovens com coração sadio, por descontrole reflexo dos centros cardioreguladores localizados no hipotálamo (núcleo do trato solitário). No idoso pode ser causa de desmaios com ferimentos e traumas (vide tilt test).


Síndromes de Pré Excitação

Defeito anatômico do sistema elétrico do coração, em que há uma via alternativa (via anômala) ao nodo AV (pode haver uma ou mais), localizadas no anel das válvula mitral ou tricuspide, provocando circuito de taquicardia. Tais circuitos podem ativar o coração de 2 maneiras: ortodromica, mais freqüente e causa de taquicardia paroxística supraventricular (20%), pois utiliza a via anômala depois do nodo AV, e antidromica, quando o circuito utiliza primeiro a via anômala. Nestes caso há risco para o paciente. Dentre as várias apresentações desta síndrome, a mais freqüente é a de Wolf Parkinson White, mas existem as de Manheim, Coumel e a Oculta, dentre outras. Quando acompanhadas de sincope ou fibrilação atrial o potencial de risco é maior, havendo nestes casos risco de arritmias mais graves e morte súbita. Nestes casos opta-se pela ablação da via anômala (vide Eletrofisiologia), com índice de sucesso próximo de 100% (Há relato de recidiva de até 5%).


Síndromes Disautonomicas (Disautonomias)

É o descontrole dos mecanismos reflexos que envolve o sistema nervoso central no controle do coração. Pode ser causa de labilidade da pressão arterial (hipotensão alternando com hipertensão), arritmias cardíacas, podendo chegar em alguns casos, até a morte súbita abortada.


Taquicardia Paroxística Supra Ventricular

São crises de aceleração do coração de inicio e fins súbitos, que podem durar de segundos a horas. Sua principal causa é a existência de circuitos no sistema elétrico do coração, de causa congênita ou adquirida, localizadas nas aurículas (taquicardia atrial, flutter atrial), no nodo AV (taquicardia nodal) ou atrioventricular (vias anômalas). As crises podem ser freqüentes ou eventuais e se acompanham de grande desconforto. O tratamento medicamentoso pode prevenir as crises em torno de 70% dos casos e a ablação por radiofrequência (vide eletrofisiologia) pode eliminar definitivamente o problema em aproximadamente 95% dos casos. Alertamos que pacientes com crises de aceleração cardíaca com duração maior que vinte minutos deverão buscar tratamento em serviço de Emergência Cardiológica.


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