(61) 3035 9900 atendimento@ictcor.com.br

Dicionário Cardiológico

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Distúrbios do sono

Qualquer distúrbio do sono que provoque mudança na estrutura ou na qualidade do sono podem levar a hipertensão, disautonomia e arritmias. Dentre eles, destaca-se a Síndrome da Apnéia do Sono, caracterizada por roncos e parada respiratória no sono com queda da oxigenação cardíaca, que se não tratada adequadamente poderão levar a morte do paciente; a Síndrome das Pernas Inquietas (movimento involuntário das pernas durante o sono), etc.


Doença de Chagas

Doença infecciosa, endêmica no Brasil, que se acompanha de dilatação do coração e alta incidência de arritmias, algumas de alto risco e causa de morte súbita.


Doença do Nodo Sinusal

Disfunção do nodo sinusal por perda de sua capacidade de gerar energia para o coração, acompanhada de lentificação progressiva dos batimentos cardíacos com aparecimento de pausas e bloqueios. Quando a doença avança para o nodo AV poderá vir acompanhada de bloqueio AV. Corrige-se o problema com implante de marca-passo.


Doença Isquêmica do Coração

É a principal causa de arritmias no mundo atual e aquela com maior mortalidade. Dentre as diversas formas da doença (Insuficiência Coronariana Crônica, Angina do Peito, Angina Instável, etc.), a de maior risco está entre os sobreviventes do Infarto do Miocárdio. As arritmias que acompanham esta situação devem ter seu risco sempre estratificado através da realização de exames específicos.


Dupla Via Nodal

Defeito anatômico, de causa congênita, que consiste na dissociação do Nodo AV em 2 caminhos (via rápida e via lenta) ou mais (vias intermediárias) alternativos à passagem do estimulo cardíaco do átrio para os ventrículos. É a causa mais freqüente (70%) de taquicardia paroxística supraventricular, e o inicio das crises podem se iniciar em alguns casos somente na fase adulta. Nas crises pode haver necessidade de reversão através de medicamentos endovenosos em Pronto Socorro. A prevenção das crises será medicamentosa (sucesso de 70%) ou definitiva, através da ablação por radiofrequência (vide Eletrofisiologia), com índice de sucesso próximo de 100% (Recidivas são descritas em até 5% dos casos).


Extra-sistoles

São batimentos cardíacos antecipados em relação ao ritmo regular do coração. Podem ser assintomáticos ou causar palpitação, sensação de falhas no coração. Podem ser de 2 tipos: supraventriculares quando nascem na aurículas (quase sempre benignas) ou ventriculares, quando nascem no ventrículo. O seu risco e a necessidade de tratamento vai depender da doença de base. Em principio, se o coração for normal, o prognostico é bom.


Fibrilação Atrial

É a perda da capacidade de contração das aurículas, que passam a contrair desorganizadamente sob a forma de tremores. Pode ser paroxística (vem em crises) ou crônica. É a mais freqüente das arritmias e o prognóstico vai depender da existência ou não de uma doença cardíaca associada. Apesar de em alguns paciente serem bem toleradas, podem ser causas de embolias, daí a necessidade dos uso de medicamentos que atuem na coagulação do sangue, para prevenir tais situações que poderão levar inclusive a acidente vascular cerebral. Na crise o tratamento pode ser: medicamentoso (eficácia 80%) ou se optar por cardioversão (choque elétrico) sob sedação, até 48 horas. Após 48 hrs deve se associar anticoagulantes se se optar pela reversão do ritmo. Nos casos recorrentes pode-se haver necessidade de abordagem mais invasiva com utilização de técnicas de ablação ou implante de marca passo. Nos crônicos opta-se inicialmente pelo controle da freqüência cardíaca através da combinação de medicamentos. Em alguns casos pode haver necessidade de ablação e/ou implante de marca passo.


Medicamentos Anti-arrítmicos

Quando se opta pelo tratamento clinico das arritmias cardíacas, alem das medidas gerais e otimização do tratamento da doença de base, se introduz medicamentos conhecidos como antiarritmicos que de acordo com suas características são agrupadas em 6 grupos (I-A, I-B e I-C, II, III e IV). Atualmente as drogas do grupo II (betabloqueadores) e III (amiodarona e sotalol) são as mais utilizadas e são aquelas cujo custo benefício é mais positivo para o paciente, pois além do controle da arritmia, se acompanham de aumento de sobrevida. Já as drogas do grupo I são controversas, pois possuem efeito pró arrítmico, isto é, podem desenvolver novos tipos de arritmias. O seu uso deve ser por restrita orientação médica, que pesará sempre seu custo beneficio. Em principio, quando em ausência de cardiopatia, o custo beneficio é positivo. Por outro lado, este é um setor da Arritmologia que é fruto de intensas e constantes pesquisas no sentido do desenvolvimento de novos medicamentos que em breve poderão chegar ao mercado.


Miocardiopatias (Dilatadas ou Restritivas)

Podem ser causa de dilatação do coração, com diversas causas (diabetes, sarcoidose, familiar, pós parto, idiopática, etc). As dilatadas, mais freqüentes, acompanham-se de quadro de Insuficiência Cardíaca e alta incidência de arritmias diversas.


Morte Súbita Abortada

É a instalação súbita de uma arritmia grave (flutter ou fibrilação ventricular), que implica em morte iminente, e que foi revertida através da instituição de manobras médicas. Quase sempre é conseqüência de doença cardíaca grave, a maioria silenciosa. Uma vez o paciente tenha sido acometido desta situação, existe um risco potencial de 30% de nova crise em 1 ano, daí a necessidade de uma abordagem agressiva com necessidade de estudo eletrofisiológico invasivo, cirurgias ou até mesmo implante de desfibrilador cardíaco.


Exibir # 

Hospital Anchieta - Centro de Excelência 4º andar
Taguatinga Norte - Setor "C Norte"
Área Especial 08/09/10 Cep: 72.115-700

(61) 3035 9900

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Entrada Inválida